Escalas
de Cores
As escalas de cores
são utilizadas para se controlar diversas características
do material impresso, compostas por diversos elementos
gráficos que possibilitam ao impressor ou ao
produtor gráfico obter informações
objectivas sobre as condições técnicas
dos impressos, em especial no que se refere à
análise densitométrica.
Existem
diversos fornecedores de barras de cores Brunner,
Fogra, Gatf, entre outros, tanto no modo analógico
(em filme) como no modo digital, de forma a possibilitar
a inclusão destes elementos de controlo directamente
no arquivo digital que será utilizado para
a gravação da chapa, por exemplo, nos
sistemas CTP.
Mais
importante que a sua forma, analógica ou digital,
são as informações que podemos
utilizar para padronizar as condições
de impressão de forma a garantir um melhor
controlo sobre o material impresso.
Análise sobre
alguns dos elementos da barra de cores:
ELEMENTOS
DE COR ÚNICA:
Estes elementos sólidos (100%) possibilitam
a verificação densitométrica
da carga de tinta em toda a extensão
da folha impressa. Estes dados trazem ao impressor
o valor densitométrico que pode ser padronizado
durante a impressão.
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ELEMENTOS
COM CORES SOBREPOSTAS:
Estes elementos de sobreposição
de cores de escala são as áreas
adequadas para a medição dos valores
de trapping das tintas. Através da análise
destes valores podemos verificar se há
problemas de aceitação de tinta
sobre tinta o que, na prática, pode significar
a possibilidade de se corrigir a sequência
de impressão ou a troca de tintas que
apresentem algum tipo de problema na aceitação
da sobreimpressão.
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ELEMENTOS
RETICULADOS COM DIFERENTES PERCENTAGENS DE PONTO:
Nestes elementos reticulados, geralmente em
percentagens de 25%, 50% e 75%, servem para
se verificar o ganho de ponto do material impresso.
Como vimos em matérias anteriores o controle
do ganho de ponto na impressão é
um dos mais importantes controlos do processo
gráfico. Caso se verifiquem grandes variações
nos valores ajustados na pré-impressão,
cabe ao impressor verificar a carga de tinta
e/ou a pressão dos rolos, entre outros
cuidados, para se determinar a causa do ganho
de ponto, mantendo a impressão nos níveis
desejados pelo cliente e correctos para o impresso. |
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ELEMENTOS
DE ANÁLISE QUE POSSIBILITAM A VERIFICAÇÃO
DE DIVERSOS ASPECTOS QUALITATIVOS DO IMPRESSO.
Em algumas barras
de controle mais complexas, destinadas a verificação
mais ampla do impresso, podemos encontrar uma área
muito especial também chamada de IT8.
A IT8 é
composta na verdade de uma diversidade de elementos
e por si já se configura como uma barra de
cor especial.
A sua maior utilidade
diz respeito a captação de informações
para a criação de Perfis ICC para a
gestão de cores.
Vejamos os itens que
compõem a escala IT8:
ÁREA
1:
Composta pelas cores primárias CMY mais
o K e pelas secundárias RGB em tons sólidos
que decrescem gradualmente em valores de percentagens
de ponto, servem para se fazer uma leitura densitométrica
e calorimétrica das cores resultantes
da impressão, valores estes que servirão
como base para, por exemplo, os softwares de
gestão de cores analisarem quais as cores
reproduzíveis por aquele determinado
equipamento e as compararem com os dados enviados
pelo computador, ou constantes do fotolito,
podendo, a partir desta comparação,
fazer os ajustes necessários para as
correcções de cores.
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ÁREA 2:
Idem à área 1, agora com análise
das áreas de meia tinta da impressão
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ÁREA 3:
Idem para as áreas de tons pastéis,
geralmente áreas críticas para
impressoras digitais que muitas vezes não
são capazes de as reproduzir com as variações
subtis necessárias.
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ÁREA 4:
Composta pelo conjunto de cores mais prováveis
de serem encontrados em um impresso a quatro
cores e que servem como referencias estatística
para os sistemas de gestão de cores.
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ÁREA 5:
Composta
por áreas de sombra, se destinam a
análise da capacidade da impressora
em reproduzir tons críticos em áreas
de alta saturação e sobreposição
de cores, também trazendo subsídios
para se determinar os melhores valores de
UCR* ou GCR* a serem utilizados.
*UCR = Under Color Removal
*GCR = Gray Component Replacement
São técnicas de remoção
de cores primárias e sua substituição
pelo pigmento preto.
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ÁREA
6:
Composta de variações de cinzentos
que serve para a determinação
do ganho de ponto e variações
tonais no preto, K, que possibilitam verificar
isoladamente o comportamento deste pigmento
na impressão.
Note-se
que o conjunto de dados analisados possibilitará
ao software de gestão de cores traçar
um verdadeiro perfil do equipamento impressor
e com estes dados armazenados na sua memória
na forma de um perfil ICC, serão a
base para as conversões necessárias
para a correlação de cores entre
diferentes equipamentos.
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